O filme “Tempos Modernos” nos mostra a relação entre homem e máquina, e faz críticas aos objetivos e meios do capitalismo. Podemos dizer que são críticas atuais visto que a produção desenfreada continua existindo, aliada à tecnologia e a praticidade visando lucro e otimização do tempo.
As pessoas são operários com funções e movimentos repetitivos, fadados à rotina e ao controle do tempo, esquecendo-se (ou proibindo-se) de cuidar de sua saúde e aproveitar (ou quem sabe ter) momentos de lazer.
Existe um trecho de uma música da banda O Teatro Mágico que se encaixa no contexto: “me mato pra não morrer”. As cenas do filme, principalmente quando Chaplin é engolido para dentro da máquina onde trabalha, nos mostram uma crítica sobre como o capitalismo nos força a fazer parte dele, como se fossemos uma de suas engrenagens, seja para simplesmente sobreviver, seja para satisfazer o ego.
O capitalismo facilita a vida dos ricos e dificulta a dos pobres, fazendo com que algumas pessoas busquem no crime uma maneira de se integrar ao sistema e suprir suas necessidades.
A cidade é sinônimo de caos, então a prisão possibilita, no filme, a fuga de tudo isso. As diversas cenas em que Chaplin é preso nos mostram o quanto as pessoas eram vigiadas e reprimidas. Temos uma falsa liberdade, nos iludindo que somos donos de nossas vidas e escolhas, quando na verdade somos limitados e induzidos.
As pessoas competem para arrecadar fortunas e bens materiais; o filme nos mostra que a vida é mais do que isso. A felicidade somos nós que fazemos – e necessidades a parte – não precisamos de dinheiro. A generosidade mostra o quão bom e sensato você é…
Texto de autoria da Arquiteta e Urbanista Vanessa De Negri
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