Nada Provém do Nada _ de Edson da Cunha Mahfuz

A produção da arquitetura vista como transformação de conhecimento.

“O conceito de evolução não se aplica à arquitetura, porque em nossa profissão só existe metamorfose.”
Alberto Sartoris

“Para saber escrever é preciso saber ler.”
Jorge Luis Borges

O post de hoje é sobre o texto Nada Provém do Nada de Edson da Cunha Mahfuz, que descreve as maneiras pelas quais os espaços arquitetônicos, ou objetos que os qualificam, ganham suas formas. Então primeiramente vou resumir os métodos descritos em seu texto’, mas leiam ele depois, por favor.


Método inovativo

É o método pelo qual se tenta resolver um problema sem precedentes, ou um problema comum de maneira diferente. Uma característica  básica do método inovativo é que por ele se cria algo que não existia anteriormente, pelo menos no campo da arquitetura.

Analogias visuais _ Com a aparência de formas humanas e naturais; com artefatos não-arquitetônicos.

Analogias estruturais _ Baseiam-se no funcionamento de elementos naturais.

Analogias filosóficas _ Possuem princípios em outras disciplinas.

Inversão de procedimentos ou analogias negativas _ Rompe a tradição e resolve um problema de maneira oposta a convencional.

Método normativo

Baseado em princípios reguladores para gerar as formas arquitetônicas.

Sistema de coordenadas _ Consiste em linhas que se cruzam, normalmente em 90 graus, com dimensão constante.

Sistemas proporcionais _ Baseiam-se em algum sistema ordenador de elementos, como: Seção Áurea, Ordens Clássicas, Modulor…

Formas geométricas elementares _Uso de formas geométricas elementares na composição da Obra arquitetônica.

Método tipológico

Em termos bem claros, é o fato de que estamos sempre aproveitando o conhecimento existente para gerar novo conhecimento, isto é, novas edificações. Uma consequência importante do método tipológico é a implicação de que as formas não são eternamente ligadas às funções as quais foram projetadas.

Histórico _ O uso histórico de tipos seria conferir um significado a uma forma por meio de associação mental com um objeto/edifício já existente.

A-histórico _ O uso a-histórico de tipos implica: a suspensão do tempo, já que o tipo é dissociado de sua condição histórica.

Método mimético

É o método pelo qual novos objetos e edificações são gerados com base na imitação de modelos existentes.

Revivalismo _ Consiste na imitação de edifícios de outro tempo ou lugar, em sua aparência geral, ou partes principais

Ecletismo _ As características básicas dessa variedade de mimetismo são a justaposição de fragmentos de várias procedências e a possibilidade de se criar novos edifícios, através de permutações compositivas.

Analogia estilística _ A chave desse procedimento não é a transposição literal de um motivo de um contexto para outro, mas uma “reinvenção” do motivo, de maneira a formar uma nova linguagem, que, não obstante, ainda carrega o original como uma sombra.


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Veja a análise da obra Farnsworth House de Mies Van Der Rohe de acordo com os métodos descritos por Mahfuz.


Fonte: MAHFUZ, E. da C. Nada provém do nada: A produção da arquitetura vista como transformação de conhecimento. Revista Projeto, São Paulo, nº 69, p. 89-95, nov., 1984.

http://www.mahfuz.arq.br/

http://usuarq.blogspot.com.br/


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