Entrevista: Arquiteto e Urbanista Juliano Guedes

O arquiteto e urbanista Juliano Guedes teve a gentileza de bater um papo comigo sobre o assunto. Ele trabalha com edificações sustentáveis desde antes de sua formação pela Universidade Santa Úrsula em 2011.

BS: A questão da sustentabilidade vem sendo amplamente discutida nos últimos tempos. Você diria que os arquitetos em geral estão tomando este assunto em consideração ou é apenas uma tendência passageira?

JG: Acredito e vejo muitos profissionais e estudantes há anos tentando inserir a ideia nos projetos, mas na execução o cliente final aborta a ideia ou faz num trecho bem menor por insegurança transmitida na mão obra ou no custo proporcionado para execução a opção final fica em executar o mais barato e rápido. A execução está acontecendo e vem crescendo conforme o mercado (consumidor final e mão de obra) está se conscientizando e sentindo segurança na execução.

BS: Alguns locais como a França já aprovaram leis que obrigam a implantação de telhados verdes ou placas solares nos telhados como prática sustentável nas edificações. Acredita que essa ação é benéfica para a arquitetura, ou lhe parece uma decisão radical?

JG: É benéfica, eu tento inserir e o que ouço de muitos clientes é que mesmo eu mostrando o custo beneficio, não fazem porque estão esperando incentivo do governo e dão a desculpa do custo de execução e trabalho com mão de obra sem nem ao menos pesquisarem a viabilidade (resposta em 99% dos casos)

BS: Você é do Rio de Janeiro, que é uma cidade que possui grandes temperaturas e consequentemente bastante incidência solar. Sua decisão por utilizar coberturas verdes veio em decorrência disso? Acredita que isso seria eficaz em outras partes do Brasil?

JG: Só circular pela cidade e observar / sentir, nem é necessário ser especialista para sentir o clima mais agradável (as pessoas inconscientemente tem ideia disso, tanto que procuram viajar para cidades do interior que o clima é agradável por ter mais contato com a natureza e consequentemente o clima mais agradável). Acredito e faço campanhas de reflexão (alguém tem que plantar sementes nas consciências)






BS: A captação de energia a partir de placas solares também é utilizada em sua arquitetura? De que forma?

JG:Eu sempre abordo o assunto com os clientes, chego a mostrar os esquemas de funcionamento, custo x beneficio e complementando a resposta 2 as pessoas questionam o custo inicial x tempo de retorno. Algumas mudam de assunto e outras até chegam a pedir orçamento (quando abortam a ideia).

BS: Qual a reação dos seus clientes quando você propõem essas estratégias sustentáveis?

JG: Todos gostam.

BS: Você faz parte da TETO, ajudando várias de famílias em vivem em assentamentos precários. Acredita que a arquitetura sustentável possa ser implantada nas construções de habitações subnormais ou isso é uma realidade de outro tipo de arquitetura?

JG:Acredito que sim. Uma vez numa palestra do Arquiteto, urbanista e ex-prefeito de Curitiba Jaime Lenner ouvi: Quer criatividade? Corte 1 zero do orçamento! Quer sustentabilidade? Corte 2 zeros do orçamento! E acrescente sempre identidade.

Vejo potenciais e muitas possibilidades além de já existir muitas referencias por ai:  Instituto Tibá (livro: Manual do Arquiteto Descalço, Projeto Jovens profetas (Recife) – Faz Jardim vertical e curso de gastronomia orgânica.Entre outras coisas em potencial como captação de água, reciclagem de lixo, compostagem, jardim vertical com garrafa pet, fossa etc (coisas simples).


POST ELABORADO POR

Arquiteta Bianca Pereira Sarmento tem 23 anos, ama cachorros, é arquiteta e urbanista, leitora assídua de quadrinhos e literatura, adoradora de cultura-pop e escritora por acidente.

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