O QUE É UMA HABITAÇÃO SUSTENTÁVEL?

Uma habitação pode ser considerada sustentável quando a adequação ambiental, a viabilidade econômica e a justiça social são incorporadas em todas as etapas do seu ciclo de vida, ou seja, desde a fase de concepção, construção, uso e manutenção, até, possivelmente, em um processo de demolição.

Uma habitação sustentável traz uma série de benefícios, como a minimização do uso de recursos naturais da geração de poluição, o desenvolvimento da economia local e a formalidade nas relações de trabalho, além do aumento da eficiência no uso de recursos financeiros na construção e valorização do imóvel pelo mercado.

O projeto de habitação sustentável deve iniciar-se na fase de concepção, na qual há maiores chances de intervenção com foco na sustentabilidade. A escolha do terreno é a primeira ação a ser realizada.

Construí-lo em áreas inapropriadas pode resultar em grandes impactos ambientais. Portanto, avaliar anteriormente onde o terreno está inserido é de extrema importância. Durante o processo de seleção, é importante priorizar locais que não incluam áreas restritivas à ocupação e que possuam infraestrutura adequada (saneamento e acesso a transporte público), e serviços básicos (bancos, supermercados, escolas, restaurantes, postos de saúde…).

Após a escolha do terreno, passa-se à avaliação das diretrizes para o projeto, buscando-se otimizar o seu desempenho em todo o ciclo de vida. Devem ser estudadas e especificadas nesta fase desde a seleção dos materiais até a opção do mais adequado coletor de energia solar para fins de minimização dos custos, evitando-se ao longo da construção desperdício de material, a produção de sobras e excesso de esforços para a manutenção, por exemplo.

Há no Brasil considerável restrição por parte da população em adotar práticas de construção sustentável, normalmente devido aos custos iniciais superiores, se comparado a uma habitação tradicional. No entanto, ao analisarmos com mais atenção, veremos que esse custo inicial maior será revertido em ganho ambiental e econômico posterior. Assim, a instalação de placas solares para aquecimento de água em uma residência, por exemplo, possui um custo inicial relativamente elevado; porém, o seu retorno financeiro é rápido, variando em torno de 6 a 18 meses. Durante esse período, o consumo de energia elétrica é extremamente reduzido, assim como o volume de emissões de CO2 para o meio.






O aumento da demanda relativa à aquisição de materiais e equipamentos sustentáveis contribui para a diminuição dos preços. Boas práticas, representadas por mudanças de hábitos e de valores, podem impulsionar a transformação do mercado no ramo da construção civil.

Uma habitação sustentável contempla os aspectos a seguir:

– Eficiência energética – redução do consumo de energia em todo o ciclo de vida de uma habitação, utilização de fontes alternativas;

– Uso racional da água – redução do consumo e da geração de efluentes;

– Materiais de construção sustentáveis – redução do uso de recursos naturais, uso de materiais e equipamentos que causem menor impacto ambiental, reuso e reciclagem de materiais;

– Conforto térmico – redução da utilização de produtos tóxicos e garantia de conforto térmico aos ocupantes da habitação;

– Acessibilidade – utilização do conceito de desenho universal.


 

Casa Sustentável


 

 

Texto extraído do Caderno de Educação Ambiental – Habitação Sustentável, Autores: Christiane Aparecida Hatsumi Tajiri, Denise Coelho Cavalcanti e João Luiz Potenza. Governo do Estado de São Paulo. 2012.


 

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