WEEK ARCHITECT – WEEK 1: ZAHA HADID

Hoje estamos iniciando a série Week Architect – sendo que no primeiro dia apresentaremos um arquiteto específico relatando algo sobre ele (características, gostos, histórico…), e nos demais dias da semana apresentaremos seis de suas obras (uma a cada dia).

Podes ver mais detalhes da série e quais são os arquitetos no post anterior Clique aqui para acessar Week Architect.


 

Então para começar da melhor forma possível, vamos falar sobre a maravilhosa Arquiteta Zaha Hadid!

Quando Zaha Hadid aparece na cena internacional, no início dos anos 80, de imediato se percebe o talento extraordinário. Iraquiana, formada em matemática, em Beirute, e depois em Arquitetura, na Architectural Associaton, em Londres, onde passou a ser professora.

Após trabalhar com Rem Koolhaas e Elia Zenghelis, abre seu próprio escritório em 1979, na capital inglesa.

Primeira mulher a receber o Prêmio Pritzker, no ano de 2004.

Fascinada pelas vanguardas artísticas do século 20, sendo o ponto de partida para o seu interesse pela arquitetura. Zaha, além de arquiteta, é pintora e designer.


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Zaha Hadid incorpora muito do seu conhecimento sobre as artes nos projetos arquitetônicos, transferindo as duas dimensões da pintura às múltiplas dimensões da arquitetura.

Os seus primeiros projetos referem-se às obras de Kazimir Malevitch, à experiência neoplástica de Mondrian e Rietveld, e à espacialidade fluida de Kandinsky e Mies Van der Rohe.

Anterior a elaboração dos projetos ela desenvolve pinturas que não descrevem o projeto acabado, mas que mostram de forma criativa o início de todo o processo.

‘’Os desenhos representam em múltiplas perspectivas simultâneas a tensão entre a forma e energia capaz de produzir um espaço arquitetônico progressivo e livre de condicionamentos’’.

Em suas pinturas, Zaha demonstra que a arquitetura é ilimitada e não está presa ao estatismo da geometria euclidiana, podendo ser explorada com mais dinamismo e métodos sensoriais.


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The World, 1983

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Malevitch`s, 1977


No ano de 1983 conquista o primeiro prêmio no Concurso Internacional para o Hong Kong Peak, marcando seu nome no cenário internacional. ‘’Os elementos que o compõem são fragmentos geométricos abstratos, cujas formas remetem, a um arranjo aberto, intenso e instável da paisagem circundante’’.

Os projetos seguintes, também representados de forma inédita e criativa, investem na potencialidade destas características, tanto no plano urbano quanto nas peças de design.


Os anos 90 são cruciais para estruturar a obra de Zaha Hadid, que se vê em um confronto direto com a construção civil, iniciando uma nova fase. A Vitra Fire Station, de 1993, que abriga o Corpo de Bombeiros de Weil am Reihn na Alemanha, que está entre as suas primeiras obras construídas, nasce de uma sequência de linhas que visam um certo ponto, criando uma abertura em ângulo.

O seu objetivo sempre esteve bem claro: ‘’Propiciar espaços públicos capazes de levar prazer e acrescentar alguma coisa a nossa vida. Isso sugere uma constante reinvenção das formas do espaço de vida, colocando em discussão a percepção que temos delas e o modo como as habitamos. Conduz a um produto urbano em grande medida mais permeável, que não tem mais nada a ver com a cidadela do espaço privado contra o espaço público’’.

No Rosenthal Center for Contemporary Arts, de 1998, em Cincinnati, o passeio público se eleva da terra e canaliza a rua e o espaço urbano para o interior do Centro. Já no MAXXI, 1998-2009, em Roma, possui um fluxo de forças que se expande e organiza a edificação, entrelaçando e sobrepondo volumes, além de se integrar ao restante da cidade. Essa busca de uma continuidade espaço-temporal está presente na maioria das obras da arquiteta.


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Rosenthal Center for Contemporary Arts, 1998

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MAXXI, 1998-2009


O design digital é hoje peça fundamental no desenvolvimento de seus projetos, possibilitando um aprofundamento nas várias dimensões que seus desenhos possuem.

A obra de Hadid procura traduzir no espaço os princípios da era da informação: simulação, interação, correlação, fluxos de dados, imaterialidade. A fluidez que compõe seus projetos determina um espaço energético, atraente, leve, exaltante, que tenta imitar a simultaneidade do funcionamento da mente, o fluxo dos pensamentos, o fluir das informações.

O espaço em suas obras é um entrelaçado de princípios elementares opostos: pesado/leve, aberto/fechado, cheio/vazio, sólido/fluido, opaco/transparente.

Quando se trata da paisagem, seus projetos não são simplesmente inseridos nela, mas a delineiam, criando uma possibilidade de interação entre usuário, construção e paisagem.

‘’A arquitetura de Zaha Hadid jamais se opõe ao contexto, ou tampouco o imita, mas propaga a sua aura numa rede de relações físicas, perceptivas e emotivas que consegue dar uma nova luz ao entorno’’.


Post por:

VANESSA

Fonte das citações: Coleção Folha – Grandes Arquitetos


Veja a primeira semana da Série WEEK ARCHITECT nos links abaixo.

Apresentação da Série:

WEEK ARCHITECT

Semana 1 – Dia 1 – sobre Zaha Hadid:

WEEK ARCHITECT – WEEK 1: ZAHA HADID

Semana 1 – Dia 2:

WEEK ARCHITECT – WEEK 1: ZAHA HADID – LFONE

Semana 1 – Dia 3:

WEEK ARCHITECT – WEEK 1: ZAHA HADID – SPITTELAU

Semana 1 – Dia 4:

WEEK ARCHITECT – WEEK 1: ZAHA HADID – EDIFÍCIO DA BMW

Semana 1 – Dia 5:

WEEK ARCHITECT – WEEK 1: ZAHA HADID – PHAENO

Semana 1 – Dia 6:

WEEK ARCHITECT – WEEK 1: ZAHA HADID – ROSENTHAL CENTER FOR CONTEMPORARY ART

Semana 1 – Dia 7:

WEEK ARCHITECT – WEEK 1: ZAHA HADID – TERMINAL MULTIMODAL HOENHEIM NORD


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