TÉCNICAS CONSTRUTIVAS BRASILEIRAS ANTIGAS – BIOCONSTRUÇÃO

Até o dia 09 de agosto de 2015, o Museu da Casa Brasileira – instituição da Secretaria da Cultura do Estado de São Paulo – apresenta a exposição “Casas – a morada das almas”, que resgata técnicas construtivas ancestrais usadas atualmente em bioconstruções. Com curadoria de Maria Lucia Montes, a mostra é fruto de dez anos de pesquisa da jornalista e fotógrafa paulistana Zaida Siqueira pelas diferentes regiões do Brasil.


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Com fórmulas tradicionais de edificação, suas variações e adaptações, a exibição traz ao público o desenvolvimento deste projeto percorrido por 20 estados brasileiros, onde Zaida buscou registrara sabedoria do homem ao lidar com a natureza para edificar sua casa, manuseando a terra, as pedras e a madeira. Ao estabelecer semelhanças de acordo com características climáticas e de solo, ela observou os aspectos da flora e da fauna.

As influências culturais também aparecem no trabalho da fotógrafa, como em malocas (tipo de cabana comunitária utilizada pelos nativos da região amazônica) das terras indígenas de Mato Grosso. No interior de São Paulo e Minas Gerais, estados que viveram o apogeu da cultura do café, há registros de casarões de taipa e pau a pique. Na capital paulista, a construção do Pátio do Colégio, por exemplo, empregou essas duas técnicas na edificação das paredes.

Ao todo são 72 fotografias que revelam aspectos curiosos da construção das casas brasileiras, como o uso de cupinzeiros socados e açúcar mascavo. Como também apresenta seis instalações criadas pelo engenheiro civil Felipe Pinheiro – nas quais pedaços de muros semi-prontos ilustram a estrutura interior das construções –, e duas maquetes – uma de edificação de palafita no Acre e outra, feita em pau a pique, do Casarão do Chá, em Mogi das Cruzes, que evidencia o emprego de troncos em curva, comum nos portais de entrada das antigas residências de reis no Japão.

A mostra ainda exibe seis arquivos audiovisuais que integram a série documental de episódios “Habitar Habitat”, produzida em 2013 por Paulo Markun e dirigida por Sérgio Roizenblit, que aborda habitações brasileiras construídas em taipa de pilão, pau a pique, adobe, palhoças, palafitas e trançados para cobertura vegetal, feitos com materiais como bambu e palha.

“A pesquisa revelou que essas técnicas estão sendo retomadas na bioconstrução, pois são sustentáveis e apresentam bons resultados acústicos e térmicos, além da qualidade ecológica. Essas edificações geram menos impacto durante a construção e podem ser reabsorvidas pela natureza”, afirma Zaida.

A exposição tem patrocínio da empresa AkzoNobel e apoio da Atlas Cerâmica e Cromex.


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EXPOSIÇÃO “CASAS – A MORADA DAS ALMAS”

Quando 18 de junho, às 19h30 (abertura); até 09 de agosto, de terça a domingo, das 10h às 18h
Onde Museu da Casa Brasileira (MCB) – Avenida Faria Lima, 2.705 – São Paulo (SP)
Quanto R$ 6 e R$ 3 (meia-entrada); crianças até 10 anos e maiores de 60 anos são isentos; gratuito aos sábados, domingos, feriados e aberturas noturnas
Mais informações 11 3026.3913; agendamento@mcb.org.br; www.mcb.org.br


fonte: http://www.arqbacana.com.br


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